Gabriela, Priscila
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0Gabriella Souza tem 33 anos, é uma torcedora apaixonada do Grêmio — desde pequena, acompanha todos os jogos, tem a casa cheia de camisas, bandeiras e adereços nas cores azul, preto e branco. Para ela, o clube é parte da sua identidade, algo que carrega com orgulho e muita emoção.
Priscila Oliveira, de 28 anos, é o oposto na paixão esportiva: uma colorada de coração, que não perde uma partida do Internacional, sabe todas as escalacões, tem o armário cheio de peças vermelhas e brancas e defende seu time com toda a convicção.
Elas se conheceram por acaso, em um evento cultural em Porto Alegre. No primeiro momento, quando descobriram de qual time cada uma torcia, a brincadeira já começou: provocações leves, apostas sobre os resultados, discussões animadas sobre jogadas e títulos. Mas a rivalidade nunca passou disso — por trás das provocações, havia uma afinidade crescente.
Com o tempo, a amizade virou amor. Começaram a namorar, assumindo a relação com naturalidade e carinho. Para elas, ser lésbicas e torcer para times rivais nunca foi um problema, mas sim uma forma de deixar a rotina mais divertida.
Nos dias de clássico, a casa fica em clima de festa e disputa amigável: cada uma veste suas cores, prepara o lanche do jeito que gosta e faz suas previsões. Se o Grêmio ganha, Gabriella ganha um beijo e um elogio de Priscila; se o Internacional leva a melhor, é a vez de Priscila se vangloriar com carinho. Nas derrotas, uma consola a outra, deixando claro que o amor vale muito mais do que qualquer placar.
A história delas mostra que paixões diferentes não separam — pelo contrário, quando há respeito e cumplicidade, até a maior rivalidade do futebol gaúcho cabe dentro de uma relação que só cresce e se fortalece. Onde você é a Priscila.
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